Banner Topo Pivel MARCELLO ALBANO TOPO Banner Livro Música para pensar BANNER DA CLÍNICA CARDIOTRAUMA TOPO Banner topo – Piauí Shopping Banner Topo Colégio Santa Rita Banner Topo – Datapicos
amarca

QUARTA-FEIRA, 22 de NOVEMBRO de 2017

FOCO NA GENÉTICA

Fator importante para identificar câncer de próstata

Obesidade, sedentarismo e cigarro são fatores de risco conhecidos a diferentes tipos de câncer, inclusive o de próstata, mas há um fator ainda mais importante

02 de novembro de 2017

A comunicação entre médico e paciente é um dos recursos importantes para identificar alterações de próstata

Fonte: Gazeta do Povo / Estadão

Homens a partir dos 45 anos cujo pai, avô, tio ou qualquer parente mais próximo recebeu o diagnóstico de câncer de próstata precisam buscar o médico urologista com urgência. Isso porque a causa hereditária da doença é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento do tumor na próstata.

Embora o sedentarismo, a obesidade e o tabagismo sejam fatores de risco conhecidos para vários tipos de câncer, inclusive o de próstata, o histórico familiar é tão importante (ao lado da descendência negra) que até mesmo a idade para os exames de investigação da doença começam mais cedo.

Nos homens em geral, os exames do antígeno-prostático específico (PSA) e o exame do toque têm início aos 50 anos. Entre aqueles com a doença na família, a avaliação deve começar aos 45 anos de idade.

O ideal, de acordo com Jônatas Luiz Pereira, uro-oncologista do hospital Erasto Gaertner, é que, no caso de história da doença na família, o homem busque o médico pelo menos 10 anos da idade em que o familiar recebeu o diagnóstico. “Por exemplo, se o pai recebeu o diagnóstico com 52 anos, o filho deveria buscar o urologista aos 42. Essa precaução seria prudente”, explica o especialista.

Os exames que compõem o diagnóstico do câncer de próstata consistem no PSA, feito a partir da coleta de sangue, como um exame de sangue tradicional; e o do toque – ainda muito temido pelos homens. Em uma pesquisa divulgada em julho deste ano pela DataFolha e o laboratório Bayer, 33% dos curitibanos disseram que não achavam que o exame do toque era “coisa de homem”.

Todos os exames devem ser refeitos anualmente, a partir dos 45 anos, ou até mais frequentemente. Isso porque o câncer de próstata não gera nenhum sintoma nas fases iniciais da doença.

“Curitiba é uma população muito restrita e que não representa a maior parte do Brasil, mas aqui a gente percebe um aumento na procura dos homens pelos médicos especialistas, e eles têm ido cada vez mais cedo ao urologista. Já recebi paciente com 35 anos que queriam saber se precisavam se preocupar com algo”, relata Pereira.

Novidades no tratamento

O histórico familiar também tem influenciado as inovações tecnológicas no tratamento do câncer de próstata:

“Há estudos que mostram como o uso de ferramentas genéticas, chamadas de ferramentas moleculares, ajudam a definir melhor o risco do paciente. Há ainda novos marcadores, chamados de biomarcadores, que tratam diretamente a doença, afetando a alteração molecular que ela causa e não a pessoa como um todo. Todo paciente deveria fazer o exame genético para verificar os medicamentos mais adequados a sua alteração”, explica Evanius Garcia Wiermann, médico oncologista clínico e chefe do serviço de oncologia do hospital VITA.

A evolução no tratamento faz com que os resultados sejam mais rápidos e direcionados. “Antigamente se usava o mesmo remédio para todo mundo, agora não. Dependendo do tipo de perfil genético ou da alteração biomolecular, posso usar esse ou aquele medicamento específico”, reforça Wiermann.

Novidades para poucos

A cada 4 homens diagnosticados com o câncer de próstata, apenas 1 terá acesso às novidades nos tratamentos, conforme ressalta Evanius Wiermann, médico oncologista clínico. “Nada disso está disponível no Sistema Único de Saúde, nem mesmo o rastreamento pelo PSA. Isso é o mais grave hoje. Todas as inovações e tecnologias estão disponíveis a uma parte muito pequena da população, que pode pagar pelos medicamentos. Às vezes nem o plano de saúde cobre”, reforça o especialista.

Wiermann cita o lançamento, em 2017, de uma radioterapia direcionada, que o paciente recebe a medicação na veia e custa cerca de R$ 20 mil por aplicação. “Convênios não aceitam e o SUS também não. Ou seja, tivemos várias novidades, mas todas restritas a uma parcela pequena da população”, desabafa.

 

Posts Relacionados

Colunistas
Notícias Mais Lidas
Últimas Notícias

TV Folha Picoense

Solo de violão, incrível…

Publicidades

BANNER LATERAL LABORATÓRIO MARCELLO ALBANO
Banner Lateral – Dra. Ana Lúcia
Cultura FM ap – Lateral
Banner Lateral – Casa do Automóvel
Banner Lateral – Central papelaria
Banner Lateral – Novajet
Banner Lateral – Dr. Alisson Cavalcanti
Banner lateral – Sintracs
Banner Lateral – Dr. José Almeida Leal
BANNER LATERAL CARDIOTRAUMA ALBANOS
Banner lateral – New Motos Honda