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DOMINGO, 17 de DEZEMBRO de 2017

CIVILIZAÇÃO

Onde o ser humano vai buscar tanta força?

É Impressionante a capacidade que o ser humano tem demonstrado de suportar a adversidade. Imagine o que é viver num lugar onde cada dia é uma aventura entre a vida e a morte

11 de Abril de 2017

População civil da Síria sob intenso bombardeio, em consequência da intolerância política

Por Otílio Rodrigues

Leio na Folha de São Paulo, nesta edição de domingo, o depoimento de um repórter, enviado especial, sobre a vida cotidiana na Síria. Para nós, a Síria nada mais é do que um lugar distante onde uma guerra que perdura mais de seis anos já matou cerca de meio milhão de pessoas. Fico estarrecido com a capacidade do ser humano de suportar a adversidade. Imagine você viver num lugar onde cada dia é uma aventura entre a vida e a morte, sem saber que você estará vivo ao final do dia.

As imagens que são divulgadas pela imprensa não deixam dúvidas. As construções estão todas em ruínas, até parecem o cenário de uma cidade fantasma. Como acreditar que existe vida num ambiente deste? Como imaginar que nestas circunstâncias as pessoas estão vivendo uma vida comum, dormem e se levantam, comem e vão para o seu trabalho. Levam as crianças na escola e à noite retornam para casa e se ainda dispõem de alguma energia se amam e dormem novamente, torcendo para que permaneçam vivos de manhã para enfrentar um novo dia. Existe esperança para esta gente?

A primeira ideia que vem à minha mente é uma comparação com as dificuldades que estamos vivendo atualmente em nosso querido Brasil. Será que tem comparação? Em meu egoísmo, sinto uma certa sensação de alívio ao avaliar que as minhas dificuldades são infinitamente menores. E daí me pergunto qual o significado de tudo isso? Isto tem sentido? Qual o propósito do sofrimento?

Por outro lado, ao ler o depoimento de pessoas que seguem vivendo suas vidas sem pensar no amanhã, vem-me uma enorme admiração sobre a capacidade de superação do ser humano. O repórter relata a visita que fez, na cidade de Damasco, sobre a vida noturna daquela gente que não perde a esperança e ainda encontra energia e disposição para se encontrar num bar, conversar, beber uma cerveja e cantar músicas celebrando a amizade.

Aliás, o bar fica ao lado da casa onde se acredita que Ananias curou a visão de Paulo de Tarso. O repórter conta que ali mesmo, poucas horas antes, era possível ouvir o som de caças MIG-23 sobrevoando a cidade e despejando bombas sobre alvos rebeldes em Jobar, periferia da capital síria. Não raro, morteiros disparados de lá pousam nas redondezas. O bar São Paulo está a dois quilômetros das posições rebeldes no subúrbio de Damasco. Como é que pode? Não acredito onde esta gente vai buscar força para enfrentar uma situação como esta. Eu, sinceramente, já teria sucumbido. Fico pensando na força que move estas pessoas, sabendo que eu reclamo de problemas milhões de vezes menores.

Talvez a reportagem sobre a Síria tenha me sensibilizado de uma maneira especial, porque esta semana também li uma resenha do livro de Nélson Mandela. Uma Longa Caminhada até a Liberdade é um livro escrito em 1994, que conta a história do líder sul-africano que ficou preso, por razões políticas, durante 27 anos nas mais subumanas prisões que se pode imaginar. Imagine você passar os melhores anos de sua vida preso injustamente e sofrendo torturas implacáveis. Como pode alguém resistir? Onde alguém numa situação dessas encontra forças para sobreviver?

O que eu aprendi com a leitura da resenha do livro de Nelson Mandela? Que ele era um otimista inveterado. Mesmo tendo passado pelas piores provações, ainda assim mantinha a sua crença que tudo aquilo ali iria passar e que ele voltaria a pisar com seus pés na grama verde e sentir a luz do sol. Quantos suportariam tal provação? O que significa as minhas dificuldades atuais frente àquelas suportadas por Mandela? Ridículo, insignificante as minhas preocupações.

Portanto, o exemplo de Mandela comprova a tese de Martin Seligman, um estudioso da psicologia humana, sobre a importância do otimismo. Para Mandela, parte do ser otimista é manter a cabeça em direção ao sol e os pés movendo-se para frente. Diz ele, que em alguns momentos, sua fé na humanidade foi testada à exaustão, mas ele não poderia se entregar ao desespero. Talvez esteja aí a explicação para estes seres humanos excepcionais, que enfrentarem situações limites como os sírios relatados pelo repórter da Folha de São Paulo. Para mim, são mistérios inexplicáveis, o que me resta é uma enorme e ilimitada admiração por esta gente, alguns reconhecidos como Mandela, outros anônimos como os sírios.

Reunião do Conselho de Segurança da ONU não consegui até agora resolver o impasse na Síria

Civis são os mais atingidos pela violência em que a Síria está mergulhada

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Otílio Rodrigues é economista, consultor empresarial e vive na cidade de Campinas (SP).

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