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SEXTA-FEIRA, 20 de OUTUBRO de 2017

MISTÉRIO

Otílio Rodrigues escreve: Um nasce para sofrer enquanto outro ri

Por que algumas pessoas são mais penalizadas que outras? Nosso limitado entendimento humano não compreende isso

23 de junho de 2017

Imagem da aurora boreal no Alaska. Um dos Espetáculos naturais que encanta e intriga o homem

O nosso senso comum tem um anseio universal pela justiça. Gostaríamos que os recursos, as condições, a riqueza e os resultados fossem igualmente divididos entre todas as pessoas. Não sei se esta ideia é inata (se já nascemos com ela) ou se é adquirida e transmitida de geração em geração, mas o fato é que percebemos naturalmente quando algo é justo ou injusto.

Desde criança temos esta noção de justiça como sinônimo da igualdade, ou seja, a igualdade na distribuição dos sacrifícios e dos méritos. Uma prova disso era quando a nossa mãe eventualmente fazia uma distribuição desigual de um bolo entre nossos irmãos, logo alguém gritava que tinha recebido uma fatia menor e que, portanto, a divisão era injusta porque um outro tinha recebido mais do que merecia.

De onde será que adquirimos esta ideia de justiça ou de igualdade? O conceito de justiça é algo muito antigo. Quando estudamos na escola, aprendemos que os gregos já discutiam este assunto. Para Aristóteles, justiça era a disposição de caráter dos homens, que se tornou necessário quando as pessoas passaram a viver na polis (cidade), para fazer o que é justo e bom. E isto estava ligado ao princípio da igualdade, fosse a igualdade distributiva (a mesma condição para todos) ou corretiva (igualdade da penalidade, um castigo proporcional ao crime).

E é este sentido de justiça que ainda hoje cultivamos. É por isso que ficamos indignados quando assistimos na TV as manchetes de políticos corruptos que roubam o dinheiro público e vivem a vida inteira na impunidade. E aí nos perguntamos, isto é justo? Falta aí a justiça corretiva. Por que um ladrão pé de galinha, que rouba talvez para matar sua fome, vai para a cadeia, enquanto Paulo Maluf que roubou milhões nunca foi condenado? Nos perguntamos: cadê a justiça?

Ao ver as injustiças praticadas pelos homens poderíamos pensar que esta é apenas uma imperfeição humana. Mas não é verdade. Quando observamos a natureza vemos também uma distribuição injusta. Como explicar o fato de uma criança que nasce com um grave defeito congênito ou uma doença incurável? Nos perguntamos novamente: isto é justo? Imaginem o sofrimento de uma pessoa que nasce aleijada. Quanta dor física e emocional esta pessoa aguenta ao longo da sua vida. É justo? O que ele fez por merecer um fardo tão pesado, enquanto outros vivem uma vida de alegrias e prazeres?

Como explicar também as catástrofes naturais tais como grandes terremotos, vulcões, tsunamis, grandes enchentes ou secas mortais como no caso do nosso querido Nordeste? Por que algumas pessoas são mais penalizadas que outras? Nosso limitado entendimento humano não compreende isso.
Tudo o que podemos fazer é assumir uma aceitação resignada, como diz a bela canção “Azul da Cor do Mar”, cantada pelo inesquecível Tim Maia: “Na vida a gente tem que entender que um nasce para sofrer, enquanto outro ri”. Ou como dizia a personagem Perpétua da novela Tieta: “Mistérios”.

Aurora boreal produz um show de corres no céu e desafia a imaginação humana

Aurora sobre cidade do hemisfério norte propicia imagem de incrível beleza


Otílio Rodrigues é economista e consultor empresarial. Mora na cidade Campinas (SP).

Notícias de Otílio Rodrigues

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Solo de violão, incrível…

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