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TERÇA-FEIRA, 17 de OUTUBRO de 2017

ABAIXO AS ILUSÕES

Senhores! Quero a minha esperança de volta

Mas, quem pensava que o brasileiro desanimaria fácil, não tem a mínima ideia da nossa resiliência, a capacidade de se levantar depois de um tombo

25 de julho de 2017

Sessão do Congresso Nacional Brasileiro mais parece uma grande Babel, onde parlamentares batem cabeças e a crise se agiganta

Como disse um grande compositor Tom Jobim, “o Brasil não é para principiantes”. Acompanhar o que acontece hoje no país é um grande desalento. Que desânimo ler os jornais pela manhã. É incrível a nossa capacidade de dar passos errados e desperdiçar oportunidades. Às vezes, temos a impressão que recebemos uma condenação divina como daquelas que ocorriam no monte Olimpo, na antiga Grécia.

Quando criança era comum ouvir que o Brasil era o país do futuro. E ficávamos esperando este futuro, que estava sempre ali a um passo da próxima esquina, mas que nunca chegava. Foram muitas as ilusões. Primeiro seria quando o regime da ditadura militar se desmoronasse. A ditadura caiu e o futuro não veio. Daí a esperança passou a ser a Assembleia Nacional Constituinte. Recebemos uma nova Constituição cidadã em 1988 e o futuro cismou de não chegar. Mas aí surgiu uma nova esperança, quando retornasse as eleições diretas para presidente da República. Pois é, vieram as “diretas já” que tanto almejávamos e quem elegemos? O desastre do Collor.

Mas, quem pensava que o brasileiro desanimaria fácil, não tem a mínima ideia da nossa resiliência, a capacidade de se levantar depois de um tombo. O novo paraíso passou a ser o fim da inflação, mal secular que sempre afligiu o povo brasileiro. Pois não é que conseguimos acabar com o dragão? O Plano Real liquidou com a dita cuja. E daí até tivemos uns anos de paz, entre 1994 e 2008. Nós éramos o líder dos países emergentes, tinha até uma sigla para isso, Bric: Brasil, Rússia, Índia e China. Estávamos na elite mundial. Era um sonho.

Foram tempos bons, o boom das comodities no mercado internacional. Mais uma vez os nossos líderes resolverem meter os pés de pelas mãos e jogamos fora uma oportunidade única de levar o país para o clube das nações ricas. Inventaram uma tal de Nova Matriz Econômica e estouraram a conta do cheque especial. Os gastos públicos explodiram, os juros foram às alturas, a inflação ameaçou voltar, o desemprego quebrou recorde histórico e cá estamos nós diante de mais uma crise, desta vez, a pior de todos os tempos.

Só que agora a situação é mais caótica. Acordamos do sonho bom e descobrimos que enquanto dormíamos distraídos, a classe política vivia fazendo tenebrosas transações. Da noite para o dia, descobrimos algo que só desconfiávamos, estamos entre os campeões mundiais da corrupção. O país está quebrado e o que é mais grave, estamos também sem esperança. Olhamos para frente, procuramos o nosso futuro que tanto nos deu alento no passado, mas que agora parece que resolveu dar o fora de uma vez por todas, e o que enxergamos? Nada, só escuridão. Quem vai liderar o nosso barco em 2018? Por favor, meus caros, eu quero ter a minha esperança de volta.

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Otílio Rodrigues é economista e consultor empresarial. Mora na cidade de Campinas (SP).

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