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amarca

QUARTA-FEIRA, 23 de AGOSTO de 2017

POSTURA

Por que defender um político corrupto?

Defender um político corrupto é uma posição insustentável do ponto de vista ético, moral, social ou racional. A única explicação que subsiste para quem assume tal postura é que esta pessoa está defendendo unicamente vantagens para si mesmo, sua família ou seu grupo

14 de maio de 2017

Se alguém constrói uma farsa, por mais que esta farsa mobilize e aglutine um grande número de interesses, se é de fato uma farsa, uma invenção, uma mentira, em algum momento o esquema se desmorona, a máscara cai e a verdade vem à tona

O que leva uma pessoa que tem acesso a informação, a defender um político sobre o qual recai um grande número de evidências de corrupção? Ingenuidade? Mau caráter? Interesse próprio? Nenhuma destas alternativas ou um pouco de cada uma delas? Esta questão intriga todo cidadão de bem, que busca assumir um posicionamento consciente frente aos acontecimentos da vida política nacional.

Ninguém duvida que a corrupção do setor público brasileiro é uma doença que carregamos desde os tempos das caravelas. Por aqui, as elites nacionais sempre tripudiaram das classes populares ao longo da nossa história. Na verdade, nunca tivemos um projeto nacional que desejasse construir uma grande nação. Então, não é de se estranhar que a roubalheira seja um traço cultural dos nossos políticos. Mas, a sensação que temos nestes últimos anos, é que os grupos dominantes exageraram na dose e decidiram de uma vez por todas quebrar o país em nome dos seus próprios interesses.

O cidadão comum nunca teve a mínima noção das trapaças que se realizam nos porões do poder. Uma imprensa livre é uma das grandes conquistas de um país democrático, mas não tenhamos dúvidas, o que vemos nos grandes jornais e na mídia de massa não passa de uma vaga ideia do que de fato acontece no mundo real. Portanto, é quase impossível que um dia venhamos a saber o volume real da corrução existente no meio político brasileiro. Tudo o que podemos conseguir é uma mera estimativa através de algumas evidências e indícios que nos chegam pelos meios de comunicação.

Mas, também não é possível ignorarmos tudo e acharmos que as suspeitas que recaem sobre algumas figuras do nosso meio político seja apenas um jogo de intriga dos seus adversários. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra, ou como preconiza outro dito popular: onde há fumaça há fogo. Ou seja, se por um lado nunca saberemos de verdade o jogo sujo que ocorre nos bastidores do poder, por outro lado, não dá para desconsiderar as evidências e fazer de conta que isso não tem nada a ver com a vida cotidiana.

Não é concebível que se acumule tantas denúncias, tantas acusações, tantas delações e tudo isso seja apenas um complô para prejudicar um político A ou um outro político B. É praticamente impossível que uma mentira consiga se sustentar por muito tempo envolvendo um grande número de pessoas, agentes, entidades e organizações. Se alguém constrói uma farsa, por mais que esta farsa mobilize e aglutine um grande número de interesses, se é de fato uma farsa, uma invenção, uma mentira, em algum momento o esquema se desmorona, a máscara cai e a verdade vem à tona. Ninguém conseguiria sustentar por tanto tempo uma mentira envolvendo tantas pessoas e tantos grupos de diferentes interesses.

Então, por que não desconfiar das evidências? Imagine um político que nunca teve um trabalho regular, que sua única atividade profissional tenha sido o exercício de cargos públicos, como é possível que esta pessoa acumule um vasto patrimônio? Como é possível que tenha um estilo de vida milionário? Qual é a origem dos recursos que financiam estas demonstrações externas de riqueza? Não seriam estas evidências suficientes para se desconfiar da sua honestidade?

Ou será que um homem público não precisa ser honesto e está dispensado das considerações éticas? Como se afirmam por aí, que no Brasil, todos roubam, então, devemos escolher aqueles que “roubam, mas fazem”. Será mesmo? Se este raciocínio for válido, o Brasil criou uma grande inovação no mundo da política. Não se tem conhecimento que em nenhum outro país do mundo desenvolvido, a sociedade compartilhe deste tipo de conduta. Mas, aí nosso exemplo não é inspirador, pois temos uma das nações mais injustas e desiguais do planeta. Logo, esta bandeira se torna indefensável, pois não é possível que os países avançados estejam errados e nós que estamos certos.

Em resumo, defender um político corrupto é uma posição insustentável do ponto de vista ético, moral, social ou racional. A única explicação que subsiste para quem assume tal postura é que esta pessoa está defendendo unicamente vantagens para si mesmo, sua família ou seu grupo. Não dá para sermos condescendentes com os ingênuos, assim, o que sobra mesmo é o veredito de mau caráter.

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Otílio Rodrigues é economista e consultor empresarial, mora em Campinas (SP).

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