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QUARTA-FEIRA, 23 de AGOSTO de 2017

PREVIDÊNCIA

Por que devo me incomodar com a reforma da Previdência?

A prudência manda que é bom olharmos para as evidências. Números são números. O déficit de 300 bilhões é real. Então, os dois lados deveriam baixar as armas e discutir uma reforma racional da previdência

08 de abril de 2017

Parlamentares realizam encontros para debater a reforma da Previdência

Por Otílio Rodrigues

Sempre ouvimos falar que vivemos numa democracia e como cidadão devemos participar das decisões que importam para a sociedade. Mas, eu como um mero homem comum, o que eu penso ou deixo de pensar não tem a mínima importância para o que acontece em nosso país. Meu nível de influência na vida nacional é zero. Assim, deveria eu me incomodar com o debate sobre a Previdência Social? O que vai mudar na minha vida se eu procuro me informar ou se me mantenho alienado a este tema?

Nas redes sociais assistimos às pessoas se engalfinhando, uns defendendo a reforma que o governo Temer encaminhou ao Congresso e outros contras. Mas afinal, que reforma é esta? Ela é mesmo necessária? Será que mais uma vez, vem o governo massacrar o pobre trabalhador que já vive oprimido? Ou será uma medida necessária que vem corrigir uma série de distorções do regime de previdência brasileiro?

O que vai mudar em minha vida cotidiana se a reforma for ou não for aprovada? Como saber de que lado me posicionar? Onde está a verdade? É possível alguém compreender o que está acontecendo? Onde buscar os fatos? Podemos confiar em alguém? São tantas e contraditórias as notícias que são divulgadas na grande imprensa que nos sentimos desnorteados.

Outro dia li um artigo no jornal o Globo que tratava de 27 temas para entender a reforma da Previdência. Alguém tem tempo suficiente para ler todas estas notícias e poder assim assumir uma posição sobre o assunto? Ao que me parece, a maioria das pessoas se posicionam com base apenas nas manchetes ou no que uma ou outra pessoa ou entidade que conhecem falou. Será que desta maneira estamos contribuindo para o amadurecimento institucional do nosso país.

Mas vamos ao que interessa. O ponto principal é o seguinte: se continuarmos do jeito que estamos a previdência vai quebrar. Há um déficit insustentável no longo prazo. O governo afirma que se não for equacionado o problema será o juízo final. Do outro lado, as entidades que se dizem defensoras dos trabalhadores reclamam que o governo

quer na verdade é reduzir os direitos da classe trabalhadora. Afinal, quem tem razão? Temos dados suficientes para nos posicionarmos? Nós que assistimos tudo isto à distância, de que lada ficamos?

A prudência manda que é bom olharmos para as evidências. Números são números. O déficit de 300 bilhões é real. O crescimento do déficit ao longo dos anos também. O envelhecimento da população brasileira é fato. As pessoas estão vivendo mais, a taxa de natalidade da população caiu, as famílias têm menos filhos. Há menos gente entrando no mercado de trabalho do que gente se aposentando. A expectativa de vida da população tem aumentado, as pessoas estão vivendo mais e levarão mais tempo recebendo dinheiro da previdência depois que se aposentam. Como é que fecha essa conta? Ou seja, há necessidade real de uma reforma da Previdência, isto é indiscutível. Então, os dois lados deveriam baixar as armas e começar a discutir uma maneira racional de reformar a previdência.

Outro ponto importante é a composição deste déficit. Há uma distorção insustentável que a sociedade brasileira insiste em não querer enfrentar. No setor privado existem quase 30 milhões de aposentados e esta gente gera um déficit de 150 bilhões de reais, ou seja, a diferença entre o que se arrecada dos trabalhadores ativos e que se paga é de um pouco mais de 5 mil reais por ano por aposentado.

Já déficit dos aposentados do setor público é superior a 40 mil reais por ano, pois existem três milhões e setecentos mil aposentados e a diferença entre receitas e despesas é de 156 bilhões. A questão principal é esta: isto é justo? Os aposentados do setor privado se aposentam proporcionalmente ao que contribuíram, já no setor público a aposentadoria não tem nada a ver com o que contribuíram. Quem paga esta conta? Será que não é necessário corrigir este problema? Por que continuar ignorando este assunto?

Estes dois pontos são suficientes para justificar uma reforma da Previdência no Brasil. Que reforma? Eu não sei, mas sei que do jeito que estar não dá para continuar, caso contrário nossos filhos pagarão um preço muito caro, talvez nós mesmos ainda durante a nossa existência. Alguém quer apostar para ver? Em resumo, antes de sair esbravejando contra a reforma, seria melhor nos juntarmos para encontrar o melhor caminho.

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Otílio Rodrigues é economista, consultor empresarial e vive na cidade de Campinas (SP).

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Solo de violão, incrível…

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