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QUARTA-FEIRA, 23 de AGOSTO de 2017

EFICIÊNCIA

Por que ser um liberal?

Em todos as experiências da história do mundo, onde tem Estado forte, o nível de corrupção é muito superior aos das sociedades liberais

14 de maio de 2017

* Otílio Rodrigues

Todos nós gostamos de dinheiro. Só os cínicos dizem que não gostam de dinheiro. Eu também gosto de ganhar dinheiro. Mas, não gosto de ganhar dinheiro pelo simples prazer de acumular como muitos, gosto do dinheiro pela liberdade que ele me oferece. Talvez, para mim, a liberdade seja o maior valor do ser humano. A liberdade de ser tudo aquilo que se deseja ser. A liberdade de poder expressar livremente seus pensamentos e suas ideias. A liberdade de ir e vir aonde quiser e quando quiser. A liberdade de poder fazer somente aquilo que deseja. Sem dinheiro a vida fica muito limitada e não há muito de se falar em liberdade quando não se tem dinheiro nem para adquirir o básico à sobrevivência humana.

A busca pela eficiência e a conquista de resultados são algumas das características das sociedades liberais

Quando observamos a vida, verificamos que uma característica dos seres vivos é o crescimento e a evolução. Isto é incontestável. Todo ser vivo é regido pelos mecanismos da evolução. Não podemos afirmar que existe um determinado sentido, uma direção específica, um propósito pré-determinado, mas está claro que estamos evoluindo. E para os seres humanos que desenvolveram a faculdade da razão, também não existe dúvida que o objetivo que dá significado à nossa vida é a expansão, o crescimento, o desenvolvimento de nossas potencialidades. Quando olhamos nossa vida passada em perspectiva e verificamos que estamos crescendo, isto nos dá satisfação. E pelo contrário, quando olhamos para trás e verificamos que estamos estagnados ou regredindo, isto nos causa frustração.

Para desenvolvermos plenamente nossa potencialidade, precisamos cultivar o corpo (a saúde), a mente (o intelecto) e a alma (espírito). No mundo atual, uma pessoa que não tem dinheiro não consegue desenvolver plenamente nenhuma destas três dimensões. A busca de uma vida integral requer recursos materiais para se conseguir uma alimentação, vestuário e abrigo. Dinheiro também é necessário para se obter o conhecimento para desenvolver a mente e o espírito. Desconhecer isso é hipocrisia.

A questão fundamental da vida é como conseguir dinheiro? E é aí que a coisa começa a se complicar e as divergências de pontos de vista se acentuam. As sociedades humanas se organizaram das mais diferentes formas para produzir as condições materiais que asseguram a

sobrevivência de nossa espécie. Durante milhares de anos prevaleceu a força do mais forte sobre o mais fraco. Só nos últimos 200 anos que a organização social procurou minimizar as disparidades existentes e criar condições para que mesmo as pessoas que não nasceram em condições privilegiadas também pudessem ter condições de ascenderem materialmente.

Nesta trilha da evolução social, uma das maiores criações da civilização foi o Estado democrático. Ou seja, a implantação de um governo, escolhido pelo povo, que trata de garantir a segurança, o cumprimento das leis e alguns serviços básicos tais como saúde e educação. E é sobre o papel do Estado que há uma grande divisão entre as correntes do pensamento político e econômico.

De uma maneira grosseira, podemos dividir estas correntes, basicamente, em duas vertentes. Uma, defendida por todos os tipos de socialistas e governos ligados à esquerda que defendem o papel preponderante do Estado como ente responsável por quase tudo na sociedade. E uma outra, defendida pelo chamado liberalismo econômico, que reduz a participação do Estado somente às questões essenciais, deixando que a iniciativa privada tome de conta do processo de produção de bens.

No Brasil, o Estado é quase um Deus. Tudo é responsabilidade do Estado e as pessoas acham isso normal. O governo deve suprir todas as necessidades dos cidadãos. Só que esta gente esquece que este mesmo Estado é o responsável por toda a roubalheira e corrupção que são características marcantes da sociedade brasileira.

Em todos as experiências da história do mundo, onde tem Estado forte, o nível de corrupção é muito superior aos das sociedades liberais. O Estado brasileiro é corrupto e presta um péssimo serviço. Alguém tem dúvida? Então vá uma repartição pública, em qualquer nível, municipal, estadual ou federal e avalie o nível do serviço recebido. O que encontramos quando vamos num hospital, numa delegacia de polícia ou numa escola pública? Em boa parte deles a regra é a propina. O serviço só sai se pagar alguma coisa para o funcionário. O nome disso é corrupção. Em grande parte, também, as funções públicas são ocupadas com base no apadrinhamento, nas indicações dos amigos e nos conchavos dos grupos de interesse.

O trabalhar para se conseguir dinheiro com mérito próprio deixou de ser a regra em nosso país. Desta maneira, o ganhar dinheiro se desvirtuou no Brasil, porque muita gente ganha dinheiro para interesse privado, roubando da coisa pública. Ganhar dinheiro assim, de forma ilícita e ilegítima não faz sentido. O dinheiro nos ajuda a proporcionar felicidade, mas somente quando é conseguido de forma justa e através do nosso esforço próprio. Uma sociedade liberal minimiza a corrupção, enquanto uma sociedade estatal estimula.

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Otílio Rodrigues é economista, consultor empresarial e reside na cidade de Campinas (SP).

Notícias de Otílio Rodrigues

TV Folha Picoense

Solo de violão, incrível…

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