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DOMINGO, 17 de DEZEMBRO de 2017

Sr. Darwin, por quanto tempo ainda temos que sofrer?

Quem tem um mínimo de conhecimento de história, sabe que a corrupção em nosso país teve início com as caravelas de Pedro Álvares Cabral...

20 de Abril de 2017

Escândalo em apuração pela Operação Lava Jato revelou um esquema criminoso que envolve os maiores partidos políticos do país

Por Otílio Rodrigues

Seguramente esta semana entrará para a história do nosso país. Assistimos a um momento histórico: a exibição em cadeia nacional dos depoimentos dos delatores da empreiteira Odebrecht aos procuradores da Operação Lava Jato. Daqui a muitos anos, as cenas de corrupção explícita que foram exibidas no horário nobre da televisão, serão repassadas em reportagens da TV, da internet e nas redes sociais e discutidas por historiadores e cientistas.

O que foi exibido não causou nenhuma surpresa às pessoas, que de uma maneira ou de outra, acompanham os fatos políticos nacionais. Quem tem um mínimo de conhecimento de história, sabe que a corrupção em nosso país teve início com as caravelas de Pedro Álvares Cabral. Fez parte da cultura durante toda a nossa história e está tão impregnada no tecido brasileiro, que não escapa nenhuma instituição, vai da mais humilde câmara municipal até as mais elevadas esferas do poder.

Para lembrar apenas a história mais recente. Sempre se soube que o governo Getúlio Vargas era um antro de corrupção, que o governo de Juscelino enriqueceu muita gente na construção de Brasília, que os governos militares foram coniventes com a corrupção. E de lá para cá nem precisa falar de todos os governos após a redemocratização: Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma brilharam no campeonato das operações mal explicadas.

Mas, então, o que o que teve esta semana de tão inusitado? A novidade é que desta vez apareceram provas, evidências, fatos, documentos, planilhas, contas bancárias, depoimentos dos principais atores descrevendo exatamente como aconteciam as operações e as negociatas. Durante todo este tempo a imprensa falava, criava um escândalo, o povo desconfiava, as evidências eram muitas, mas sempre ficava aquela dúvida: será mesmo que foi assim como dizem?

Agora não. Os fatos estão aí, escancarados. Não tem mais como negar. Não é possível que exista ainda alguém, com um mínimo de racionalidade e decência, para duvidar de tudo que está sendo desvendado pela Lava-Jato. As desculpas esfarrapadas dos políticos se tornaram insustentáveis. As negativas não iludem mais ninguém. A máscara caiu. A verdade é que os três principais partidos, PMDB, PSDB e PT, que um dia formaram uma frente contra a ditadura dos militares, que conseguiam unir o país em torno de uma causa comum e depois, cada um a seu tempo, com Sarney, Fernando Henrique e Lula assumiram o poder, naufragaram vergonhosamente.

Diante de tamanho horror mostrado pelas câmeras, a primeira reação que temos é questionar até onde vai a desfaçatez, a hipocrisia, a sordidez e sem-vergonhice humana. Como é que pode? Como explicar que estes senhores chegaram até aquele ponto de tripudiar da paciência e da inteligência das pessoas. E depois ter a maior cara de pau de falar em nome do povo e em democracia. Ou como disse um certo senhor do Partido dos Trabalhadores, “não existe uma alma no Brasil mais honesta do que ele”. Este é o mesmo sujeito que já acumula mais 10 processos por corrupção. Podemos nos perguntar: será que há limite para o cinismo humano?

Numa situação de escândalo que envergonha a nação brasileira, instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público e parte do Judiciário têm conferido algum alento para a sociedade

É óbvio que não podemos generalizar e dizer que todos os políticos são corruptos. Afinal como dizem os cientistas sociais, “não há saída fora da política”, mas diante de tão claras evidências, podemos inferir que o nível de podridão no Brasil chegou a um ponto insuportável. É possível supor sim, que existam políticos honestos, contudo, teremos que procurar como Diógenes, o grego, que andava pelas ruas de Atenas, à luz do dia com uma lanterna acesa à procura de um homem honesto.

Outro ponto que merece reflexão, foi o abordado esta semana pelo jornalista Josias de Sousa no site do UOL. Enquanto uma multidão de fanáticos se odiavam nas redes sociais, PT e PSDB amavam a Odebrecht. Fico a imaginar como se sentirão estas pessoas, a partir de agora, após ver tanta roupa suja sendo lavada em público e seus ídolos desmoronarem. Cairão em depressão? Ou negarão a realidade?
Ok, mas a questão fundamental que se coloca no momento atual é: E daí? O que fazemos agora? Vamos cair no desespero? Ou ainda resta uma esperança? É claro que a resposta mais ponderada é a segunda.

Vamos entender que tudo isso porque estamos passando faz parte do processo de evolução política de nossa sociedade. Aí vamos buscar uma explicação no inesgotável Charles Darwin, que tão bem captou o mecanismo da seleção natural no processo de evolução das espécies. Nas próximas eleições, se alguém reeleger estas figuras que estão no centro da confusão é porque merecem levar pau em suas cabeças.

Otilio Rodrigues é economista e consultor empresarial. Mora em Campinas (SP).

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