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QUARTA-FEIRA, 15 de AGOSTO de 2018

POLÍTICA DO ATRASO

Uma máquina de criar corrupção

O Brasil tem Estado demais. A máquina pública é uma fábrica de criar corrupção, além de prestar péssimos serviços

27 de Março de 2017

 

Imagem de uma das casas do parlamento brasileiro, onde cerca de 2/3 dos seus membros são citados de envolvimento em atos de corrupção

Por Otílio Rodrigues

Uma máquina de criar corrupção

Quem acompanha o cenário político, econômico e social do nosso pais nestes últimos anos, sente um grande desânimo diante da nossa incapacidade histórica de fazer as coisas certas. Pelo contrário, temos uma enorme capacidade de fazer as coisas erradas e de desperdiçar as oportunidades. Na verdade, somos um país rico de gente pobre. Como pode isso?

Dizem que o nosso problema é a herança portuguesa fundada no patrimonialismo e nas relações confusas entre o público e o privado. Pero Vaz de Caminha, o escrivão do descobrimento, ao escrever sua carta ao rei Dom Manoel, já faz um pedido para arrumar uma boquinha para um parente seu. De lá para cá pouca coisa mudou. Mas, será que estamos condenados a viver eternamente este destino de povo subdesenvolvido? Por que então outros povos conseguiram superar?

O problema que mais nos angustia atualmente é a corrupção. É triste ver diariamente na imprensa os casos mais escabrosos de desvio do dinheiro público. O exemplo mais emblemático talvez seja o da Petrobrás e do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. O cidadão comum se pergunta: como é possível? Será que ninguém percebia isso? Onde estava a Justiça? E o Ministério Público? E a Receita Federal, por que não conseguia monitorar as movimentações milionárias? Mas a pergunta mais importante é: e o carioca? Tudo aquilo aconteceu debaixo do seu nariz e ninguém percebia nada?

O escritor romântico francês Victor Hugo conseguiu, há quase 200 anos, detectar que são raríssimos os políticos honestos

Mas os problemas não aconteceram somente no Rio. De um modo geral, esta situação se repetiu em todo o país. O homem comum, estupefato, se pergunta: como pode os alagoanos eleger um senador como Fernando Collor? E os maranhenses? Como deram tantos mandatos para a família Sarney? E os paulistas? Como é que conseguem eleger uma pessoa como Paulo Maluf ao longo de muitos anos?

Pois é, mas a questão não limita a nenhum Estado em particular. Podemos perguntar a mesma coisa para todos brasileiros. Como foi possível eleger o PT por quatro mandatos presidenciais consecutivos? Será que a partir da segunda eleição não já tínhamos evidências da falta de ética e das práticas antirrepublicanas? Não estava evidente a contradição entre o discurso que pregava a ética na política e a prática do deslumbramento e as demonstrações ostensivas de enriquecimento ilícito de seus principais membros? Por que não optamos pela alternância de poder como um meio de minimizar o problema da apropriação da coisa pública como bem privado?

Vamos trazer a questão para o nosso Estado do Piauí e o nosso município onde vivemos. Olhemos para o nosso governador, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Vamos examinar os gastos que eles fazem para se eleger e comparar com os rendimentos que eles recebem no exercício do cargo. Isto é coerente? Alguém acredita que eles investem dinheiro, que jamais recuperarão por meio de suas remunerações após eleitos, porque são uns abnegados? Isto não seria um indício suficiente para duvidarmos? Por que então continuar votando nesta gente?

Outro ponto a ser observado é a demonstração de uma vida pública incompatível com seus rendimentos e o acúmulo de bens patrimoniais. Será que ninguém consegue ver isto? Veja alguns políticos que você conhece, compare a situação patrimonial dele antes de se tornar político e depois. Há algum sinal estranho? Você vai votar novamente nesta gente?

Este problema não se restringe apenas aos cargos públicos eleitos através do voto, mas se estende a todos os funcionários que exercem uma função pública. Você tem algum vizinho que é funcionário público? Juiz, promotor, fiscal da receita, fiscal do INSS, fiscal da Receita Federal ou ocupante de alguma função comissionada em algum órgão público? A vida destas pessoas é compatível com os rendimentos que recebem?

Não tenho dúvida que a grande maioria dos funcionários públicos são pessoas honestas e dedicadas. Mas fique atento aqueles que levam um padrão de vida incompatível com os seus rendimentos. Você conhece algum? Pois é, saiba que aí está a raiz para muitos dos problemas que vivemos atualmente: o excesso de Estado na vida do cidadão. O Brasil tem Estado demais. A máquina pública é uma fábrica de criar corrupção, além de prestar péssimos serviços. Aqui nós achamos que o setor público vai resolver tudo. Mas este assunto fica outras colunas. Para finalizar, uma boa medida seria, nas próximas eleições, não votarmos em ninguém que já tenha tido um mandato. Que tal pensar nesta ideia?


OTÍLIO RODRIGUES é economista e consultor empresarial. Mora em Campinas (SP).

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