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QUARTA-FEIRA, 23 de AGOSTO de 2017

CIÊNCIA & SAÚDE

Fisioterapia no pré e pós-operatório cardiovascular

Dados do Ministério da Saúde indicam que no Brasil, aproximadamente 33% das mortes são causadas por doenças do sistema cardiovascular

23 de junho de 2017

Atendimento fisioterapêutico é indispensável no pré e pós-operatório em cirurgias cardiovasculares

Indivíduos portadores de patologias cardíacas são submetidos a um processo cirúrgico em diversos tipos de situação, geralmente por não haverem mais maneiras eficientes para se retardar e regredir obstruções arteriais. Tendo como objetivo a diminuição de complicações musculoesqueléticas e cardiovasculares, a cirurgia cardíaca é feita com o propósito de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos e de que eles possam retornar as atividades de vida diária o mais rápido possível e com maior segurança através de um programa bem estrutura de reabilitação cardiovascular (VARGAS et al., 2016).

Dados do Ministério da Saúde indicam que no Brasil, aproximadamente 33% das mortes são causadas por doenças do sistema cardiovascular e, esses números se tornam ainda maiores quando consideramos a população idosa, na qual aproximadamente 40% das mortes tem como causa a cardiopatia isquêmica. A hipertensão arterial no Brasil, segundos estudos, atinge cerca 20% a 30% da população em idade adulta, variando de 5% na população entre 18 a 24 anos e 58% na população de mais de 65 anos.

A cirurgia cardíaca consiste em um procedimento de alta complexidade que acarreta repercussões importantes ao organismo, os mecanismos fisiológicos dos enfermos são alterados de diversas formas, que torna o estado pós-operatório critico e gera a necessidade de cuidados intensivos para que se possa constituir uma boa recuperação dos pacientes. No período pós-operatório pode ter início afecções de controle difícil, e a partir delas podem surgir graves sequelas ou inclusive o óbito do paciente (SOARES et al., 2011).

Processo cirúrgico cardiovascular é lesivo ao organismo

De acordo com Laizo et al. (2010) o tempo de internação na UTI aumenta por complicações principalmente relacionadas à função respiratória, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e tabagismo, congestão pulmonar, tempo da ventilação mecânica prolongada, infecções, insuficiência renal, acidente vascular encefálico (AVE) e instabilidade hemodinâmica, como por exemplo, hipertensão arterial, arritmias e infarto agudo do miocárdio (IAM).

De uso corriqueiro na UTI, as drogas vasoativas são de grande importância para reversão de algumas situações porem, necessitam de um conhecimento exato de sua farmacocinética e farmacodinâmica, pois possuem ação potente e que determinam drásticas mudanças em parâmetros circulatórios e respiratórios e seu uso inadequado pode trazer efeitos colaterais deletérios e graves necessitando assim de monitorização durante seu uso (OSTINI et al., 1998).

Segundo De Paula Araújo et al. (2015), a reabilitação cardíaca por meio da fisioterapia no período pré e pós-operatório está inclusa no tratamento de pacientes submetidos a cirurgias cardíacas, principalmente nos que apresentam maior risco de desenvolver complicações cardiorrespiratórias no período pós-operatório.

Assim VARGAS et al. (2016) definem como programa de reabilitação fisioterapêutico nesse período a soma de intervenções que garantem melhora das condições físicas, sociais e psicológicas do paciente. A maior parte do sucesso de programas de reabilitação cardíaca é devida à terapia baseada no exercício físico como ponto central.

A reabilitação física constitui-se, portanto, como um elemento decisivo da reabilitação cardíaca já que a fisioterapia motora, por meio da mobilização precoce, condutas de mobilização e cinesioterapia, se firma como abordagem adequada para melhora dos resultados funcionais, potencializando os sistemas cardiopulmonar, neuromuscular e osteomioarticular e, reduzindo o tempo de internação na UTI. Isso se converte em uma redução de custos e num aumento da qualidade de vida dos pacientes (BARON et al., 2016).

A fisioterapia motora, um elemento decisivo da reabilitação cardíaca


RICCARDO ALBANO é fisioterapeuta, pós-graduando em fisioterapia traumato-ortopédica e desportiva.

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