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QUARTA-FEIRA, 23 de AGOSTO de 2017

CINEMA

A Grande Muralha é uma diversão honesta e de encher os olhos

Zhang Yimou e Matt Damon misturam a exuberância chinesa ao cinema pipoca americano em exibição pelo Multicine Cinemas no Picos Plaza Shopping

10 de março de 2017

O filme A Grande Muralha exibido no cinema do Picos Plaza Shopping, com “casa cheia”, mostra que o picoense é cinéfilo por tradição

A Grande Muralha | Crítica

THIAGO ROMARIZ

Apesar da pompa do lançamento e da grandiosidade da campanha de marketing, A Grande Muralha é um filme modesto. O novo trabalho de Zhang Yimou (Herói) é o ápice da mistura entre a exuberância técnica do cinema chinês e o cinema pipoca americano; aquele pautado por estereótipos clássicos e uma jornada previsível. Focado no compromisso estético e na simplória aventura do gaijin vivido por Matt Damon, a produção que parece a mais caras da Sessões da Tarde, triunfa ao não se comprometer com personagens profundos ou uma história cheia de significados. A Grande Muralha é uma diversão honesta e de encher os olhos, do início ao fim.

Damon encarna William, um ladrão europeu que vaga pelas terras orientais ao lado de seu companheiro e ladrão Tovar (Pedro Pascal). Presos em uma emboscada, ambos se veem reféns de um misterioso exército que guarda A Grande Muralha, muro que separa a China de outros territórios. A chegada deles no local coincide com o ataque dos Tao Tei, criaturas monstruosas que pretendem destruir o planeta. De repente, de reféns, os dois passam a ser soldados úteis no combate e passam a questionar toda a conduta que tinham até ali.

A jornada de William é executada pelo roteiro dentro dos padrões clássicos do herói inesperado. Sem nenhuma vergonha, o filme inclui ao lado do protagonista os coadjuvantes que cumprem papéis simplórios na redenção de Damon: um alívio cômico, um traidor e um guia espiritual que o faz enxergar a bondade dentro daquele coração de ladrão. Ainda que seja previsível, a execução é boa. Em termos narrativos, A Grande Muralha é o exemplo de clichê bem executado.

O visual, porém, é o que ficará na memória de quem assistir ao filme. Conhecido pelos efeitos visuais e os movimentos de câmera que usa em sequências de ação, Yimou explora ainda mais as possibilidades que a gigantesca parede de pedra permite. Desde a altura vertiginosa até a vastidão das ruas que compõem a muralha. O cinza dos “tijolos” servem apenas como paisagem, visto que o exército guardião do local é dividido em várias castas diferenciadas pela cor da armadura. Dessa forma, Yimou consegue não só distinguir o tipo de ação que quer quando foca em um grupo, mas também enche a tela com um balé a lá Dynasty Warriors, com lutas cheias de cores e acrobacias diferentes.

Zhang Yimou deixa de lado qualquer pretensão poética para focar na aventura de um simples estrangeiro habilidoso com arco e flecha. Habilidoso com a câmera e efeitos visuais, o diretor acerta a mão na mitologia apresentada e cativa o espectador com arquétipos classicos do cinema hollywoodiano. E por ter consciência da simplicidade da própria história, A Grande Muralha funciona como ótima diversão.

THIAGO ROMARIZ é crítico de cinema

Nota do crítico (BOM)

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