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SEXTA-FEIRA, 20 de OUTUBRO de 2017

FORA DO BARCO

Geraldo Alckmin quer saída do PSDB do governo Temer

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin diz que não há 'razão' para PSDB ficar no governo Temer após aprovação de reformas

09 de julho de 2017

Governador de São Paulo, Geraldo Alckimin defende saída do PSDB do governo de Michel Temer

Governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, disse neste domingo (9) que o PSDB deve deixar o governo Temer após a aprovação das reformas

Fonte: G1

Prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) afirmou que não defende permanência do partido na base, mas o compromisso com o Brasil. Os dois falaram em evento neste domingo em São Paulo.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou neste domingo (9) que não há “nenhuma razão” para que o PSDB permaneça na base do governo do presidente Michel Temer após a definição do andamento das reformas trabalhista, previdenciária e política.

A votação da reforma trabalhista no Senado está prevista para a próxima terça-feira (11). A reforma da Previdência chegou a ser votada em comissão especial, mas travou depois do agravamento da crise política. Já o prefeito da capital paulista, João Doria (PSDB), disse não defender que o partido se mantenha no governo.

Governador e prefeito participaram na manhã deste domingo, na Zona Sul de São Paulo, de evento em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932. Nesta segunda-feira (10), os dois deverão ter reunião com lideranças do partido, incluindo governadores, senadores e deputados, sobre o apoio ao governo de Temer, denunciado pelo crime de corrupção passiva.

‘Encerrar’ permanência

Em entrevista coletiva neste domingo, Alckmin destacou que já havia dito anteriormente que o PSDB não deveria ter cargos no governo. Desta vez, o governador disse que o partido “deverá encerrar’ o período de permanência na base aliada.

“Hoje, o que nós devemos fazer? Aguardar o término das reformas. Terça-feira agora é a [votação da] reforma trabalhista, ela poderá ser aprovada no Senado. E aí vai à sanção presidencial. Também a reforma previdenciária a gente vai saber em pouco tempo se ela vai prosperar ou não. E a reforma política também tem data. Depois disso, eu vejo que não tem nenhuma razão para PSDB participar do governo”, declarou.

“Eu não mudei a minha posição. Eu entendo que o nosso compromisso não é com governo, muito menos com cargos. Aliás, lá atrás, eu já tinha defendido que nós deveríamos aprovar todas as medidas de interesse do Brasil, as reformas que levem ao aumento do emprego, a retomada do crescimento econômico, sem precisar participar com cargos no governo”, disse.

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